3 de outubro de 2011

Cartas para o povo


Oh grandes e admiráveis poderosos
Que fazem mas não se arrependem
Mortos estão
Sua filosofia é cega e abominável
E sua doutrina, contrária e vergonhosa
O antigo pensamento que nunca foi maleável
Escorre pela sua língua venenosa.

Oh pobre criador de teorias
Se enche de orgulho o seu coração
E você não vê
Que nem todo o seu conhecimento
E sua multidão de opiniões formadas
Não te livram do maior tormento
Tampouco te fazem vencer as batalhas.

Oh líderes estudantes de palavras
Que se dão poder para julgar
Meus vocês não são
Mentem, impõem, diminuem e aumentam,
Brincam com o que não vos diz respeito
Falam daquilo que inventam
E no final, perecem em seu próprio leito.

Oh velhos amigos distantes
Tornaram-se filhos bastardos
E não querem voltar
Pelo próprio desejo se corromperam
E pelo engano andam dia após dia
Vacilam os seus pés, persistem em seu erro,
É de dura cerviz a sua monotonia.

Oh puros de espírito
Meus verdadeiros homens de bem
Não te tocarão
Pois seus feitos honram sua conduta moral
Alegres são seus filhos e sua alma
Não farão parte de um grupo natural
Cuidem-se para que não seja tirada a sua calma.

E, por fim,
A todos os destinatários,
Deem ouvidos a estas cartas
Pois serão separados
O joio do trigo,
O filho do inimigo,
E serão julgados
Mas poucos irão Comigo.

Stephanie M. Mendes


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