27 de abril de 2013

A Consciência

A nossa consciência está diretamente ligada ao nosso espírito, justamente por ser uma questão da mente. Ela é formada por conhecimentos, juízos pessoais e internos, noções, discernimentos e saberes. A consciência do ser humano não pára de se desenvolver, dia após dia, e seu início se dá logo nos primeiros anos de vida de uma pessoa. Ela é um verdadeiro sinal de alerta, sempre "piscando" e "apitando" quando estamos prestes a fazer algo que sabemos que é errado, ela nos avisa quando já chegamos no limite e incomoda ainda mais quando o ultrapassamos.

Deus nos deu a consciência para que tivéssemos a capacidade de raciocinar e fazer as escolhas certas, para que soubéssemos que para tudo o que fazemos há uma consequência. Uma pessoa não precisa ser cristã para saber o que basicamente é certo ou errado, e, ainda que tenha crescido dentro de um espaço inapropriado, vulnerável às mais horríveis influências, ela tem discernimento suficiente para saber o que é bom e o que é ruim.

Aprendi por esses dias que podem existir 3 tipos de consciência dentro das pessoas.

1 - Consciência imatura: é extremamente sensível. Normalmente ela faz parte da vida das pessoas que estão dando seus primeiros passos na fé. Os recém convertidos, após conhecerem a verdade como ela é, ficam cheios de temor para com as coisas de Deus, e, consequentemente, suas consciências "apitam" e até condenam por coisas mínimas que elas fizeram de errado. Quando quebram um jejum sem querer, por exemplo. A consciência sabe que foi uma coisa ruim, mas, por ser imatura, fica extremamente pesada mesmo não sendo algo "grave". A pessoa acaba entrando em desespero, pensando: "Será que Deus vai me perdoar?!", "Será que eu perdi minha salvação?", etc. Esse tipo de consciência pode, de certa forma, atrapalhar a vida de uma pessoa se não vier a amadurecer, mas, por outro lado, também indica que essa pessoa está preocupada com suas ações diante de Deus e com sua condição espiritual.

2 - Consciência madura: é aquele tipo de consciência que se desenvolveu espiritualmente, e, por isso, alcançou o equilíbrio ideal. Através dela, sabe-se não apenas o básico do que se deve ou não fazer, mas já é possível prever muitas outras consequências futuras e, portanto, evitar problemas agindo de forma inteligente e sensata no presente. Além disso, a esta altura, a consciência sabe que, se você quebrou o jejum sem querer, Deus não irá te condenar por isso. Logo você terá oportunidade de abrir outro e fazer certo. Pronto. Você viu o seu erro, mas também sabia que havia jeito para consertá-lo, e logo o fez. É estar ciente de que você não pode ser perfeito, mas que está ao seu alcance fazer a coisa certa.

3 - Consciência cauterizada: devemos ter cuidado para não chegarmos a este nível!!! A consciência cauterizada é aquela que é insensível para com a Palavra de Deus, com os juízos, os limites morais e éticos. Uma pessoa com esse tipo de consciência já não se sente incomodada quando faz algo de errado - até mesmo algo grave. Ela está ciente do que faz, mas, por ter feito muito no passado e não ter se arrependido, aquilo se tornou natural para ela, a ponto de fazer parte de sua vida e seu dia-a-dia. A consciência cauterizada gera atitudes religiosas e jamais sinceras, não gera arrependimento e nem se desvia do mal. 

Uma passagem bíblica que fala sobre a consciência é a da mulher adúltera que os escribas e fariseus (religiosos da época) trouxeram ao Senhor Jesus. Ela foi pega em adultério e, de acordo com a Lei de Moisés, ela deveria ser apedrejada até a morte. Esses religiosos fizeram isso porque queriam tentar o Senhor Jesus, que disse a eles: 

"Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro a atirar a pedra contra ela." 
João 8:7 

E olha só o que aconteceu: 

"Porém, eles, ao ouvirem isso, acusados por sua consciência, saíram um a um[...] Disse-lhe (Jesus): Mulher, onde estão aqueles que te acusavam? Ninguém te condenou? Ela disse: Ninguém, Senhor. Então, Jesus lhe disse: Eu tampouco te condeno: Vai-te, e não peques mais." 
João 8:9

A mulher adúltera saiu dali com o perdão do Senhor Jesus. Mas os religiosos não. Por quê? Porque ela se arrependeu - depois de toda a humilhação e de ver a morte de perto - e os escribas e fariseus, não. Note que a consciência deles os acusaram, mas eles não procuraram se consertar, apenas saíram dali sem apedrejar a mulher. Sentiram remorso, mas não produziram arrependimento.

É justamente esse o início da consciência cauterizada: a pessoa faz o que é errado, é avisada por sua consciência sobre isso, e até sente um peso, mas não se arrepende. E se não se arrepende, logo fará a mesma coisa depois.

Vamos todos ficar alertas. Remorso não basta, temos que nos arrepender de nossas más escolhas para que não venhamos cair no mesmo erro outra vez. No mundo, existem várias pessoas que dizem que devemos viver sem nos arrepender de nada. Mas isso está totalmente contra a Palavra de Deus. 

"[...]se não se arrependerem, todos vocês também perecerão." 
Lucas 13:3

O batismo nas águas simboliza arrependimento dos pecados. O novo nascimento só vem com o arrependimento. O Espírito Santo é para aqueles que se arrependeram e hoje vivem uma nova vida. É impossível conquistar a salvação sem arrependimento.

Se nos arrependemos e pedimos perdão a Deus, logo o Senhor Jesus nos lava com Seu sangue, e nossa consciência é purificada. Mas se não confessarmos e não abandonarmos o erro e o pecado, Jesus não poderá lavá-lo, e sua consciência estará suja. E, com o tempo, irá se cauterizar.

A consciência avisa, mas somos nós que decidimos se vamos ouvi-la ou não. Se ela se acostuma a ser sempre ignorada, chegará um dia que ela irá se calar, e grande será a ruína de quem silenciá-la.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 

Um comentário:

  1. Muito interessante seu blog,estou seguindo!
    Se puder passe no meu,Deus abençoe sua vida sempre,bjs. palavrasdeumagarotaincomum.blogspot.com

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