20 de outubro de 2013

Vermelho

Quando o céu se torna claro
No começo de uma nova manhã
Onde não existem nuvens nebulosas
O sol se levanta de seu divã.

E por essas horas eu noto
A existência de algo muito antigo
Entalado na minha garganta
Que nunca pôde ser expelido
E tentar engolí-lo, já não adianta.

Deixei a caverna, malho o trigo no campo,
Já não pertenço ao grupo dos que se escondem
Estou à vista, de pé, mas não me espanto
E nem cometo os erros de ontem.

Me levanto contra o exército do tempo
Com apenas uma arma e nenhum escudo
Como uma folha seca lutando contra o vento
Meu esforço pode parecer inútil
Mas existe uma promessa, e eu não me contento
Em ser uma lâmpada que não se põe no escuro.

Odeio toda essa mesma mesmice de sempre
Odeio tudo que me deixa para trás
Ponho os olhos no inimigo, frente à frente,
Ele não me amedronta mais.
Mas me afronta, embora impotente,
Bem sabe do que sou capaz.

Porque o Pai estava de costas
Mas voltou-se ao ouvir o mensageiro
E do céu veio esta luz em volta
O bom filho escutou o bom conselho
Agora, o meu nome agora é Revolta
E os valentes se vestem de vermelho.

Stephanie M. Mendes

(poema inspirado na história de Gideão registrada a partir de Juízes 6)


Um comentário:

  1. Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
    reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho,
    Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    decerto que virei aqui mais vezes.
    Sou António Batalha.
    Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
    PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar
    siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.

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