27 de julho de 2011

A Blogueira

Nada em seu estado inicial é grande. Todas as coisas nascem pequenas, e o seu crescimento se dá com o tempo e com o investimento que se faz nelas. Um dia já fui pequena - tanto aos olhares alheios quantos aos meus próprios olhos -, e as únicas coisas grandes que eu reunia eram a insegurança, os complexos e a timidez.

Foi por isso que Deus me escolheu.

Mas eu tive que me fazer escolhida por Ele. Não bastava ter todas as condições desfavoráveis para ser alguém neste mundo - porque Deus escolhe as coisas fracas para confundir as fortes -, eu precisava ter o desejo de fazer parte de algo maior do que eu, querer ardentemente ser útil para uma causa extraordinária e estar disposta a sacrificar o que fosse necessário para alcançar esse sonho.

É como uma lagarta querendo se transformar em borboleta.

Felizmente já passei pela fase de lagarta - quando andamos de um lado para o outro buscando por respostas, cometendo erros, quebrando a cara, sofrendo as consequências da inexperiência, caminhando vagarosamente e cheios de indefinições. Um dia, a ficha cai, e você percebe que estava cada vez mais longe de se tornar uma borboleta. Você descobre que sua transformação não vem automática, e sua teoria de que estava no caminho certo cai por terra.

Só depois que reconheci isso é que tive um verdadeiro encontro com Deus.

 É aí que muita gente diria: "Graças a Deus! Agora voe, linda borboleta!". Tsc, Tsc... Agora chega a hora em que se entra no casulo. A parte mais demorada, mais complicada, mais difícil... A parte essencial.

O casulo, às vezes, parece sufocar - sentimos como se faltasse oxigênio -, parece ser rígido demais para ser rompido por nós um dia, é escuro e só há espaço para um - você é o único responsável pelo seu crescimento. Por outro lado, ele pode ser bastante cômodo. Se você não se desenvolver lá dentro, corre o risco de ficar preso para sempre. Afinal, é quentinho, seguro, é uma tentação não precisar dar as caras para o mundo, ou arriscar o primeiro voo - você já não é aquela pobre lagarta, mas também não se transformará em borboleta se deixar que o medo te estacione no tempo. 

Sejam bem-vindos ao meu casulo.

Ainda não cheguei onde quero chegar. Mas estou aprendendo para que, quando chegar lá, minhas asas não se quebrem, e eu seja forte o suficiente para vencer os ventos contrários e as tempestades. Um dia serei como aquela borboleta, vivendo entre as flores, mas ainda terei que me proteger contra os predadores - afinal, uma borboleta chama bastante a atenção, ao contrário de uma lagarta que é praticamente imperceptível.

Meu nome é Stephanie, tenho 21 anos - e essa experiência aumenta a cada 8 de outubro -, sou  obreira da Igreja Universal do Reino de Deus. Tenho graduação em Design de Moda e faço pós-graduação em Marketing. Componho, escrevo livros e sou ilustradora. Meu sonho? Usar todas as minhas habilidades e conhecimentos fazendo a Obra de Deus no altar.

É dando que se recebe. "Como Um Grão De Mostarda" foi criado para lagartas - para que consigam enxergar seu verdadeiro estado -, para quem está no casulo - como eu, para que cresçamos juntos - e também para borboletas - para que não se esqueçam de onde Deus as tirou.






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