4 de julho de 2015

"Eu não fiz tempo..."

Essa é a frase que aprendi a falar para mim mesma e para os outros quando deixo de fazer alguma coisa que deveria ter feito. 

O que mais gosto nela é o fato de ela não ser uma desculpa, como a clássica "não deu tempo", mas ser um reconhecimento da minha própria falha e a repetição verbal  da consciência de que a responsabilidade é totalmente minha.

Há alguns meses, aprendi a diferença entre "ter tempo" e "fazer tempo". É óbvio que não temos todo o tempo do mundo para fazer tudo o que quisermos, mas temos tempo disponível para fazer o que é necessário. Podemos fazer tempo para tudo o que é prioridade. O verdadeiro problema não está na falta de tempo, mas na dificuldade em estabelecer as prioridades. 

Transferir a culpa para o tempo, além de não ser uma justificativa plausível, também não é eficaz. Ela alimenta seu orgulho -  o culpado nunca é você, são coisas das quais você não tem controle - e não resolve o problema. Torna-se um ciclo vicioso, e isso resulta em uma vida de compromissos adiados e sem avanço. 

Experimente também a dizer essa frase quando deixa de fazer algo. Ela lhe faz refletir sobre a forma como você poderia ter agido para que as coisas tivessem sido diferentes. Assim, você saberá como agir da próxima vez para não acontecer o mesmo, e ainda desenvolverá a consciência de que sua vida está em suas mãos.

Você não tem o controle do tempo. Mas você tem o poder de administrar o SEU tempo.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

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