4 de julho de 2015

Não confie em sua memória

A cada dia que passa, adquirimos novas responsabilidades, temos mais compromissos e tarefas para realizar. Fazemos uma coisa já pensando em outra - se você não é assim, por favor, me passe a receita urgente! - e sentimos a cobrança - interior e exterior - pesar quando não cumprimos os prazos ou não desenvolvemos o suficiente. Então, costumamos ficar chateados com nós mesmos, e focamos em consertar as coisas o mais rápido possível. É justamente aí que nos esquecemos de perguntar aonde foi que erramos. E por não fazer essa simples pergunta, acabamos caindo no mesmo erro novamente. 

A raiz do erro da maioria das pessoas é a mesma: elas confiam em sua memória. Acreditam que não se esquecerão de quais são as suas prioridades, dos detalhes, de algo que fizeram pela primeira vez e precisariam repetir, da frase de impacto que ouviram, das datas de acontecimentos importantes, da pendência que ficou para o dia seguinte, da nova tarefa concedida a elas, das dicas que aprenderam em uma determinada programação... Depois, em um momento aleatório, vem aquela sensação de "estar esquecendo alguma coisa". Nessa hora, começamos a queimar os neurônios tentando lembrar o que é, mas na maioria das vezes, não conseguimos. Assim, acabamos ignorando algo que, por mais simples que pareça ser, era importante para  nós, e sofremos as consequências.

A solução é mais simples e barata do que parece: nós precisamos apenas de papel e caneta. Registrar informações é o jeito mais seguro e eficaz de não esquecê-las ou ignorá-las. É uma ótima maneira também de armazená-las - pois teremos não apenas a memória auditiva delas, mas também a visual.

Isso não serve apenas para os esquecidos ao extremo - como eu - mas para absolutamente todos. Com o acúmulo de tarefas e compromissos, é natural deixarmos escapar uma coisa ou outra - não somos robôs. Por isso, não confie em sua memória. Materialize as informações importantes - já percebeu que todas as informações desse tipo estão registradas?

(E quanto mais pratico isso, mais vejo que preciso praticar...)

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça - e registre o que ouviu.


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